domingo, 25 de dezembro de 2011

Elogio da Loucura

Elogio da Loucura, de Erasmo de Rotterdam, é um livro cujo narrador é o personagem principal: a Loucura. 
De pontos de vista interessantíssimos, a Loucura nos demonstra um pouco do que sua presença/ausência causa nas pessoas, política, religião, sentimentos, relacionamentos. Comparando-se a deuses mitológicos, questiona-nos se não seria ela, mais do que alguns deles, merecedora desse título.
Daqueles livros em que o autor dialoga diretamente com o leitor, representado, nesse caso, por uma platéia a quem seu discurso é dirigido, fazendo-nos refletir tanto quanto eles, mesmo tendo-se passado vários séculos após seu escrito.


#Gostei, recomendo.

Então é Natal...

O que é o Natal? Seria a festa cristã? Natal, para alguns, comemoração do nascimento de Cristo Jesus; para outros, motivo para presentear. Eu particularmente, faço os 2, embora eu goste da tradição hispânica de presentear as pessoas no dia de Reis, 06 de janeiro, afinal, foram os Reis Magos que levaram presentes ao menino Jesus.
Natal é aquela oportunidade de você mandar um oi para alguém que está longe - e não precisa ser geograficamente - sem ficar constrangido por não ter um assunto específico a tratar. 
Natal é a possibilidade de se desejar muitas coisas boas, formando um ciclo de good vibes!
Natal é família reunida, lembranças de amigos, abraços, sorrisos, fotos para posteridade.
Eu gosto de Natal com fartura...fartura de saúde, alegria, paz, abraços, mensagens, fé e sim...doces!! : )
E, por isso mesmo, nada de um post solene. Aliás, nem é especial sobre Natal, é só para matar as saudades de escrever aqui...enquanto estava impossibilitada, foram tantas ideias...esperar agora que elas volte.
Então bom Natal!! Para mim, para você e para todos os que nos querem bem.
A gente se vê!!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011


  Confesso que você ainda é o primeiro pensamento quando alguém me diz


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quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sobre o fim do mundo

Vira e mexe surgem por aí datas para o tão temido fim do mundo. O tititi mais atual, provocado pelo grupo cristão evangélico americano Family Radio, é de que o mundo acabará no próximo sábado, 21 de maio.
Eu não sei não. Não acredito que o fim do mundo será um espetáculo assim, datado e carimbado por uns seletos, mas como diria uma famosa propaganda de uma seguradora, "vai que..."
Há uma frase que muito me agrada, que também já foi perfil em orkut, "Estude como se fosse viver pra sempre. Viva como se fosse morrer amanhã." Independentemente de o mundo acabar depois de amanhã ou não, não sabemos quando nós, quando cada um de nós, iremos acabar. 
Não acredito que tenhamos que viver esperando a morte, porém muito menos que tenhamos que esperar para viver. "Vai que..."
Acredito nos planos, projetos. Defendo que temos que viver programando sim um futuro, mas antes de tudo, temos que viver. Não posso esperar o emprego ideal, a pessoa ideal, a oportunidade ímpar. Tenho que viver com o que tenho, transformando naquilo que quero e em que acredito.
Sim...essas frases são lindas para serem postas em status de redes sociais, mas está na hora de pô-las em prática na vida real.
É normal quando alguém próximo a nós se  vai, ou quando vemos um filme, uma novela, lemos um livro que retrate tal tema façamos a promessa de aproveitar mais a vida, se cuidar melhor, se aborrecer menos com coisas pequenas, mas parece que dura até o próximo acontecimento feliz, até o próximo filme, até o próximo livro.
E sim, dar uma pausa para ver bons filmes e ler bons livros (bons para você, não para seguir tendências) é uma forma proveitosa de viver, se isso te acrescenta, te agrega, te faz bem.
A questão é quando paramos para pensar: "o que eu faria se...?" - Por que temos tanta coisa em mente guardada? Se sabemos que temos vontade de fazer, por que esperar para fazer? Esperar o quê?
É como vi um dia por aí..."Você descobre que tem 15 minutos de vida e direito a um único telefonema. Para quem você ligaria? O que você diria? O que você está esperando para pegar o telefone e ligar?"
Não sei se o mundo vai acabar sábado. Não sei se sobreviveremos até lá. Não sei até quando teremos vida. Mas acredito que, enquanto tivermos vida, temos que viver. Na essência da palavra, viver.
Use esse texto como um dos pontos de reflexão, faça de conta que é um daqueles bons filmes, daqueles bons livros, e o use como pretexto para dar início a uma nova etapa da sua vida.
Aproveite o momento para pensar no que você faria. Agora vá lá e faça..."Vai que..."
Até breve. (Espero)

domingo, 15 de maio de 2011

Agonia & Esperança

"(...) Tenho de falar com você com os meios que estão ao meu alcance. Você trespassa a minha alma. Sou agonia e esperança. Não me diga que é tarde demais, que tais preciosos sentimentos se foram para sempre. Eu volto a me oferecer a você, com um coração ainda mais seu do que quando você quase o partiu. (...) Só por você eu penso e faço planos. Será que você não viu? Será que você não conseguiu entender meus desejos?"  

¹Do livro "Persuasão", de Jane Austen, publicado em 1818: O trecho acima é de uma carta do Capitão Frederick Wentworth à Senhorita Anne Elliot, personagens centrais do livro.

²No meu aniversário desse ano, numa grata surpresa, ganhei de um amigo muito querido uma edição especial da Editora Martin Claret de 3 clássicos da Jane Austen, incluindo o meu pretendido; quando pude, então, ler Persuasão.  


³Interessei-me por ler esse livro desde que vi, pela primeira das três vezes, o filme "A Casa do Lago" (The Lake House, 2006)


SE VOCÊ NÃO QUER SABER DEMAIS SOBRE O LIVRO E O FILME, NÃO CONTINUE!


O filme, apesar de o nome lembrar um filme de terror, é um misto de romance, drama e fantasia, e conta a história de Kate (Sandra Bullock) e Alex (Keanu Reeves). Ela, uma médica que morava numa casa à beira de um lago e se muda para um apartamento na cidade. Ele, um arquiteto, que se torna o novo morador da casa e recebe uma carta deixada por ela para o caso de correspondências precisarem ser encaminhadas. Nessa troca de cartas, descobrem que vivem numa distância temporal de 2 anos e que possuem a mesma cadela, Jack. O casal se apaixona e, então, tenta um meio de se encontrar.


O livro entra na história quando Kate pede a Alex que busque e envie para ela algo muito importante que ela esquecera numa estação de trem, um presente que fora dado por seu pai. Alex vai até e estação e encontra o livro, garantindo a ela que um dia o enviará. Em outro momento, num encontro entre ambos em que Kate não sabe estar diante de Alex, ele pergunta a ela se ela já leu esse livro. Kate responde que é seu livro preferido, e o define como sendo um livro que fala sobre a "espera", sobre um casal que se conhece, quase se apaixona, mas não está na hora de viver esse amor, daí eles se encontram anos depois e têm uma segunda chance, uma nova oportunidade de se entregarem ao amor e serem felizes, mas ficam indagando se já não se teria passado muito tempo, se não era tarde demais.


O filme, como podemos observar, trata exatamente da "espera".  O casal se encontra por meio de cartas em anos distintos, se apaixona, mas não tem como viver esse amor na prática. Alex chega a encontrar Kate, mas não lhe pode revelar quem é por não terem ainda se conhecido por meio das tais cartas. Eles marcam um encontro, onde Kate fica esperando Alex e ele não aparece. Ocorre então o desligamento dos personagens e Kate volta para um ex noivo seu, até que nas coincidências da vida, descobre o porquê de Alex não ter comparecido ao encontro e tenta, com muita agonia e esperança, fazer com que ele a espere mais um tempo para que possam, entaõ, definitivamente se encontrar num ano comum.


Sobre o livro, Persusão é dada como título pois é um dos temas da história. Diferentemente do que Kate revela sobre o livro, o casal se apaixona de fato ao se conhecer e chega a iniciar um romance, interrompido pela diferença social, pela conveniência, tradição da época e pela persuasão que a personagem Anne sofre de sua principal amiga e família. Passam-se oito anos e Anne se mantém apaixonada por Frederick com algumas nuances de arrependimento. Acontece então o reencontro do casal, porém o orgulho ferido do capitão Frederick Wentworth, se sentindo rejeitado e ofendido no passado, assim como a vergonha de Anne por te se deixado persuadir de tal forma anos atrás não permite que o casal se reconcilie num primeiro momento.


Tanto no filme como no livro, os casais têm uma segunda oportunidade e, após desencontros, se entregam ao amor e nele se encontram.


E esse é o meu desejo: que todos saibamos aproveitar as oportunidades que a vida nos oferece. Nem sempre temos uma segunda chance, mas devemos valorizá-la quando acontece. Se a vida te oferece a mesma coisa mais de uma vez, é sinal de que "essa coisa" deve ter um sentido muito especial para você.


Não perca tempo perguntando se passou tempo demais, se é tarde demais, porque cada momento se torna um tempo perdido maior. Se ocorreu a oportunidade, é sinal de que não é tarde demais, talvez seja só o momento certo.


É isso...às vezes não entendemos que tudo tem seu momento certo para acontecer, não adianta se martirizar se não aconteceu no momento em que você não queria. Talvez se tivesse acontecido quando você quisesse, não seria da maneira que você queria.


Nunca perca uma oportunidade de ser feliz. Nunca é tarde demais para ser feliz.


Esse livro, por n razões, entrará para a minha estante com um carinho todo especial.


Bjs

sexta-feira, 13 de maio de 2011

O valioso tempo dos maduros

"Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
As pessoas não debatem conteúdos, apenas rótulos.
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana, que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade…
Só há que caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial."

Esse texto é atribuído por aí a Mário de Andrade, mas ao que parece, a um Mário de Andrade angolano, homônimo do nosso Mário de Andrade. Ainda não posso garantir sua autoria, tentarei, mas por enquanto, deixo assim.
Retirei a primeira parte dele porque "não me toca", gosto dele começando assim, foi meu último perfil de orkut antes de excluí-lo.



Estou cheia de saudade de você, mas aguento firme.